Enquanto o Brasil enfrenta um longo caminho para alcançar as metas do Novo Marco Legal do Saneamento, uma cidade do interior de Santa Catarina saiu na frente. Jaraguá do Sul atingiu 94% de cobertura na coleta e tratamento de esgoto, oito anos antes do prazo nacional, que estipula o índice mínimo de 90% até 2033.
Esse resultado foi possível graças a um investimento municipal de R$ 26,6 milhões, direcionado à ampliação da rede de esgoto em quatro bairros. As obras abrangem 38,1 km de rede e beneficiarão diretamente 1.437 imóveis em 29 ruas. A iniciativa, executada com recursos próprios do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), posiciona Jaraguá como uma referência nacional em gestão pública eficiente.
Mais do que saneamento: um projeto de cidade
O avanço no saneamento traz ganhos imediatos em saúde pública, meio ambiente e qualidade de vida, mas também gera impactos positivos na economia local. Bairros com infraestrutura completa se tornam mais atrativos para o setor imobiliário, a construção civil e novos empreendimentos.
Para o prefeito Jair Franzner, o feito representa a consolidação de um modelo de gestão que prioriza ações estruturais. De cordo com ele, Jaraguá do Sul está pronta para o futuro, ao passo que muitas cidades ainda lutam para cumprir as metas.
Um exemplo que pode ser replicado
A experiência da cidade comprova que a eficiência pública não depende exclusivamente de recursos externos. Quando há autonomia financeira e planejamento a longo prazo, os municípios podem atingir metas ousadas — e mudar a vida de milhares de pessoas.
Jaraguá do Sul, com sua estratégia baseada em responsabilidade fiscal, obras bem licitadas e gestão transparente, torna-se um farol para o Brasil. Em tempos de escassez de boas práticas, o saneamento virou símbolo do que o setor público pode fazer quando funciona bem.