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Prefeitura de Presidente Prudente Intensifica Combate à Leishmaniose no Parque Residencial São Lucas

| Redação
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A Prefeitura de Presidente Prudente, através da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), está reforçando as ações de prevenção e controle da Leishmaniose no Parque Residencial São Lucas. Essa iniciativa surge após a confirmação do segundo caso humano da doença em 2026, o que torna a situação ainda mais relevante.

As atividades começaram na semana passada, com visitas domiciliares e a coleta de materiais orgânicos. A retirada desses materiais ocorreu no dia 21 de setembro. Em seguida, no dia 23, teve início a borrifação nas paredes das residências. Em média, 16 casas são atendidas diariamente, totalizando cerca de 300 imóveis na área próxima ao segundo caso humano de leishmaniose registrado na cidade. O paciente, uma criança de dois anos, já recebeu o tratamento adequado e está se recuperando bem em casa.

A equipe técnica da UVZ destaca que, para garantir a eficácia das ações, é fundamental que os moradores estejam presentes em suas casas nos horários agendados. A Vigilância Epidemiológica também esclarece que a leishmaniose não é transmitida diretamente de cães para humanos; a infecção ocorre apenas pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Portanto, manter os quintais e terrenos limpos é essencial para evitar a proliferação do vetor.

É recomendado evitar o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, pois esses fatores favorecem a reprodução do mosquito. Os responsáveis pelos cães devem estar atentos aos sinais da doença, que incluem emagrecimento, feridas de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares. Como alguns animais podem não apresentar sintomas, a realização de exames periódicos é crucial para um diagnóstico precoce.

A leishmaniose visceral em humanos, como o nome sugere, afeta os órgãos internos, especialmente fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea, podendo ser fatal. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência. Doenças bacterianas, como pneumonias, e manifestações hemorrágicas são as principais causas de óbito nos casos de leishmaniose visceral, especialmente entre crianças.

Conforme dados da UVZ, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três em humanos. Neste ano, já foram registrados 215 casos em cães e dois em humanos.

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Fonte: https://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/noticia/67537